Mapa do Antigo Egito, Mostrando grandes cidades e sítios (c.3100-30 a.c)
Máscara Mortuária de Tutancâmon
Material: Ouro
Criado(a) c. 1323 a.C.
Descoberto(a) 28 de outubro de 1925
Exposto(a) atualmente Museu Egípcio, Cairo
A máscara de Tutancâmon, ou máscara funerária de Tutancâmon, é a máscara mortuária da XVIII dinastia egípcia do Faraó Tutancâmon do Antigo Egito (reinou de 1332 a 1323 a.C.). Foi descoberta por Howard Carter em 1925 no túmulo KV62 e está exposta, desde 1925, no Museu Egípcio no Cairo. A máscara é uma das mais conhecidas obras de arte do mundo.
De acordo com o egiptólogo Nicholas Reeves, a máscara é "não só por excelência do túmulo de Tutancâmon, mas talvez seja o objeto mais conhecido do próprio Egito Antigo". Em 2001, uma pesquisa sugeriu que originalmente a máscara poderia ter sido destinada à Rainha Neferneferuaten; pois seu nome real (Ankhkheperure) foi encontrado em um cartucho parcialmente apagado no interior da máscara.
Mesmo atravessando períodos de declínio, a civilização egipcia preservou sua unidade e autonomia por mais de trinta séculos. Um de seus momentos de maior esplendor foi vivido com o Novo Império, quando tributos vindos de todas as partes do mundo então conhecido chegavam a Tebas, a capital onde reinavam os faraós da XVIII Dinastia. O último deles seria Tutancãmon, cuja máscara mortuária - magnificamente trabalhada em ouro - foi descoberta em 1922.
Paleta de Narmer
Material: Xisto Verde
Tamanho: 64cmx42cm
Altura: 64 centímetros
Largo: 42 centímetros
Profundidade 9,4 kg
Realização: c. 3050 a.C. C.
Período: Dinastia 1
Civilização: Egito Antigo
Descobrimento: 1898
Descobridor: James E. Quibell
Frederico W. Verde
Localização Atual: Museu Egípcio Cairo
A Paleta Narmer é uma placa de ardósia esculpida com baixos-relevos, descoberta em 1898 por James Quibell y Green no Templo de Hórus em Hierakonpolis (Nejen), e atualmente depositada no Museu Egípcio no Cairo. Há diferentes interpretações do significado de suas gravuras, tanto políticas (possível unificação do Egito Antigo) quanto religiosas. É associado ao rei Narmer (também conhecido como Menes), que é creditado com a unificação do Egito e cuja figura é vista vestindo a coroa vermelha do Baixo Egito e a coroa branca do Alto Egito. A peça é datada de cerca de 3200-3000 a.C. (3050-2988 a.C. em outras datas).
Estela de Uagi
Muitos objetos do início do período histórico, quando se fez a unificação do Alto e Baixo Egito, trazem gravadas em sua superfície cenas em que são representadas acontecimentos da época. Entre esses objetos encontram-se as "paletas", utilizadas na preparação de cosméticos. Descobertas em Hierápolis, a chamada Paleta de Narmer" tem suas faces decoradas com cenas em que este faraó aparece com a coroa do Baixo Egito, em uma procissão, e com a do Alto Egito, subjugando um inimigo diante de Hórus, o deus da luz. Os primeiros soberanos egípcios diziam ser a imagem humana destes deuses que cruzava os céus sob a forma de falcão. Outro faraó da Primeira Dinastia foi Uagi, ''o rei serpente'', que deu início à expansão egípcia para o mar vermelho. No reinado do faraó Zóser, fundador da Terceira Dinastia, foi construída a famosa '' Piramide de degraus'' de Saqqara, para sepultar a família real.
O Faraó, senhor de todo o Egito
A unificação dos dois reinos e a criação do Estado egípcio, entretanto, não foram feitas apenas para atender às necessidades de desenvolvimento do setor agrícola. Na realidade, tornou-se uma necessidade premente com a expansão da atividade artesanal e do comércio. Assim, o Alto e o Baixo Egito terminaram reunidos sob o poder de um único soberano - o faraó, sob o poder de um único soberano - o faraó, que passou a acumular em suas mãos os recursos necessários para a transformação do sistema econômico e o aperfeiçoamento do aparelho estatal.
Segundo a tradição, isso teria sido obra de um rei do Alto Egito- Narmer, também chamado de Menés pelos historiadores gregos. A vitória deste monarca e de seus sucessores (Primeira e Segunda Dinastias) foi também a vitória do totem de seu clã - o falcão Horus - sobre os inúmeros outros totens egípcios, que passaram, a partir de então, à categoria de deuses secundárias ou divindades locais.
Mas, apesar de se ter imposto aos regionalismo, a monarquia unificada conservaria, por algum tempo ainda, reflexos do longo período, algum tempo ainda, pré-dinástico. A dualidade de poder permaneceu em determinados setores de administração, como o tesouro público, e nos próprios símbolos do tesouro público, e nos próprios símbolos do poder real. O pschent (coroa cerimonial do faraó), por exemplo, era formado pela combinação de duas coroas, e o soberano ostentava entre seus títulos os de Senhor das Duas Coroas. É Senhor das duas Terras.
Nesta fase da história egípcia, denominada Período Tinita porque a cidade de Tínis foi uma das primeiras capitais do reino, o dualismo se evidencia também em outros símbolos: os obeliscos em que apareciam representados duas plantas tipicas do Egito - o lótus, do sul, e o papiro, do norte.
A autoridade da monarquia egípcia apoia-se, na maioria, nas noções de imortalidade e de caráter divino do faraó. Tais ideias, aliadas a uma sólida organização administrativa, constituíam elementos efetivos que asseguravam a continuidade do poder real. Por outro lado, o poder do faraó era também consolidado pelos benefícios que o soberano proporcionava ao reino, como o de investir boa parte de suas rendas na construção de canais de irrigação e outras obras públicas.
Representação do Faraó em papiro
As Pirâmides do Egito
Necrópole de Gizé
As Pirâmides de Gizé consistem na Grande Pirâmide de Gizé (a Grande Pirâmide, conhecida como a Pirâmide de Quéops ou Khufu), a um pouco menor Pirâmide de Quéfren (ou Chephren) algumas centenas de metros a sul-oeste, e a relativamente modesta Pirâmide de Miquerinos (ou Menkaure) algumas centenas de metros mais ao sul-oeste. A Grande Esfinge encontra-se no lado leste do complexo. O consenso atual entre os egiptólogos é que a cabeça da esfinge é a de Quéfren. Junto com estes monumentos mais importantes estão uma série de edifícios satélites menores, conhecidos como "pirâmides das rainhas", calçadas e pirâmides do vale.
Tendo durado cerca de meio milenio (de 2650 a.C. a 2190 a.C., aproximadamente), o Antigo Império representou, no seu conjunto, um período de grande desenvolvimento para a civilização egípcia. Sua organização administrativa era a de um Estado-modelo, em que tudo obedecia a um minucioso planejamento. Os canais de irrigação, a semeadora e as colheitas regulavam-se pelas enchentes do Nilo. O trabalho, a alimentação e o vestuário dos súditos dependiam do governo central, atraves de um eficiente sistema de coleta de impostos e redistribuição das rendas. Um vasto séquito de escribas cuidava da taxação dos tributos, do patrimônio estatal e da documentação dos fatos para a posteridade, enquanto arquitetos e engenheiros projetavam e construiam monumentos, palácios, túmulos, templos e navios.
Nesta época foram feitas a canalização da primeira catarata do Nilo e grandes expedições comeciais e militares à Nùbia, as ricas terras do sul onde os egípcios obtinham escravos, ouro, marfim e ébano. Mênfis, a capital, consolidou sua posição de cidade mais importante do Império, privilegígio que conservaria nos séculos seguintes. Tal hegemonia se evidenciaria no fato de ai serem coroados os faraós dos periodos posteriores.
Com a Sexta Dinastia, teve início um lento processo de decadência do poder real, determinado pelo progressivo fortalecimento dos nomarcas. Estes pertenciam à classe sacerdotal, incumbida de estabelecer normas de conduta para a vida e desvendar os mistérios do mundo extraterreno. O cargo de sacerdote havia se tornado hereditário e desvinculado da autoridade real e, da mesma forma que outros altos funcionários, seus ocupantes recebiam todo tipo de doações, inclusive vastas extensões de terra. Assim formaram-se, com o passar do tempo, verdeiras aristrocacias regionais, capazes de desafiar o próprio poder central.
Trinta séculos antes de Cristo, os agricultores que viviam nas terras férteis do vale do Nilo já haviam acumulado um considerável volume cultural bastante elevado. Embora mantivessem contatos pacíficos ou bélicos com desertos, era basicamente do trabalho de cultivo da terra ou das eventuais verdades científicas contidas em suas crenças magico religiosas que retiravam ensinamentos práticos para sua vida cotidiana.

A maior potência do Mundo Antigo
No governo do velho e impotente faraó Pepi II, O Egito encontrava-se à beira do caos, agitado por sucessivas revoltas dos membros da família real, rebeliões de camponeses e invasões de povos nõmades. Em consequencias de tais crises, o Estado unitário terminou por se fragmentar em uma série de pequenas unidades políticas. Conhecida como Primeiro Período Intermediário, essa fase de desagração se arrastaria por quase dois séculos e meio, desde cerca de 2300 a.C. até por volta de 2050 a.C. Durante este período, sucederam-se cinco dinastia no poder, da Setima á Decima Primeira.
A ordem e a unidade seriam reinstauradas pelos príncipes de Tebas, cidade do Alto Egito, que fundaram a Decima Segunda Dinastia e deram inicio ao chamado Médio Imperio. Este período, que se estendaria até aproximadamente o ano 1780 a.C., representou uma época de prosperidade e esplendor para o Egito, sobretudo com relação às conquistas territoriais e ao desenvolvimento cultural e artístico.
Pirâmide de Meidum
Pirâmide de Djoser
Localização: Sacará, Egito
Arquiteto Imhotep
Construção c. 2667–2648 a.C. (3ª Dinastia)
Tipo Pirâmide de degraus
Material: Calcário
Altura: 62,5 m
Base:121 por 109 m
Volume: 330 400 m3
Coordenadas: 29° 52' 16" N 31° 12' 59" E
A pirâmide de Djoser, também chamada de Pirâmide de Sacará ou Pirâmide de Degraus, foi erguida para o sepultamento do Faraó Djoser por seu vizir, ou arquiteto real, Imhotep. Construída durante o século XXVII a.C. na necrópole de Sacará, a nordeste da cidade de Mênfis, é o edifício central de um grande complexo mortuário num amplo pátio cercado por estruturas decorativos cerimoniais.
É considerada a primeira pirâmide a ser erguida do Egito, composta por seis mastabas (de dimensões decrescentes, de baixo para cima) construídas uma sobre a outra. Nota-se que o projeto original sofreu revisões e adaptações à medida que a construção evoluía. Originalmente, a pirâmide alcançava 62 m, com uma base de 109 m x 125 m, e era revestida por pedra calcária branca polida. A pirâmide de degraus é vista como a mais antiga construção monumental em pedra do mundo, embora o sítio vizinho de Gisr el-mudir talvez anteceda ao complexo de Djoser.
Seu complexo interno é relativamente pequeno, comparado ao da Grande Pirâmide de Gizé, ou de Quéops.
Com o progressivo estabelecimento de uma economia baseada nas trocas, a autossuficiência destas comunidades agrícolas foi sendo superada, ao mesmo tempo que se atenuava a rigidez das primitivas instituições locais. Tal processo terminaria dando origem a uma sociedade integrada, o primeiro grande Estado da história. Dessa forma, o primeiro grande Estado da história. Dessa forma, os primitivos habitantes do vale do Nilo puderam evoluir mais rapidamente do que outros grupos humanos no sentido da vida urbana e da civilização, desenvolvendo muito cedo a escrita, processos de contagem e padrões de mensuração.
Fertilizado pelas cheias anuais, o vale do Nilo ofereceu condições anuais, o vale do Nilo ofereceu condições de vida muito propícias às populações que nele se estabeleceram durante e após o Paleolítico - povos hamitas e semitas vindos do Oriente. No IV milênio a.C., estes grupos viviam em algumas dezenas de comunidades (posteriormente designadas pelo termo grego nomos), sob a liderança de um chefe local, os chamados nomarcas.
Ao longo do seu processo de evolução, estas comunidades se agruparam para formar duas grandes unidades territoriais e politicas: os reinos do Alto Egito (que se estendia da primeira catarata do Nilo até Mênfis) e do Baixo Egito (situado ao norte, na região do Delta), cujas capitais eram, respectivamente, as cidades de Hieracompolis e Buto.
Testemunhos arqueológicos permitem deduzir que, por volta do ano 3000 a.C., estes reinos se encontravam reunidos, sob um só rei e com uma nítida divisão de classes e profissões. Sacerdotes, escribas, artesãos, soldados profissionais e todo tipo de trabalhadores já se dedicavam a servições específicas, afastados da tarefa primária de cultivo da terra.
O Egito abrangia então, uma faixa de 35 mil quilômetros quadrados, encravada na árida paisagem do nordeste africano, entre a primeira cataratado rio nilo e o mar mediterrâneo, embora seu território apresentasse uma unidade geográfica e econômica natural, fatores contratantes opunham o fértil e estreito vale do Alto Egito ao do Baixo Egito. Em contato com o mar, este último favoreceu o surgimento de inúmeras cidades que se desenvolveriam com base no comércio, enquanto no alto Egito se intensificava a agricultura. Com a unificação, estas duas atividades econômicas se completariam em um só reino.
Dependendo basicamente das duas grandes dádivas do Nilo, a água e o húmus trazidos anualmente pelas cheias, que fertilizavam as terras ribeirinhas, os antigos egípcios entraram na unidade política, um meio que lhes permitia utilizar mais racionalmente os recursos naturais do território. A recuperação para a agricultura das áreas pantanosas ou cobertas por selvas de juncos, por exemplo, era uma obra gigantesca, que apenas um Estado poderoso e administrativamente centralizado poderia realizar. O mesmo acontecia com relação aos recursos necessários para coordenar, em larga escala, a execução de obras públicas de grande vulto, como a construção de diques e canais de dragagem e irrigação.
Foi também no decorrer do Império que se deu forte impulso ao aproveitamento agrícola dos oásis, à abertura de grandes canais de irrigação e drenagem, à metalurgia e ao comércio com a Fenícia, a Síria e as ilhas do Mediterrâneo oriental. Ainda nesta época, teve lugar a conquista da Núbia, de importante para a economia egípcia, porque garantia o abastecimento de produtos como ouro, marfim, madeiras e peles.
Com o fim da Décima Segunda Dinastia, o Estado egípcio teve sua estrutura novamente abalada por sérias crises políticas, resultantes da disputa pelo poder entre os membros da dinastia reinante. Por outro lado, os altos funcionários administrativos do império haviam tornado bem mais amplas as prerrogativas dos seus cargos, assumindo efetivamente boa parte do poder político e contribuindo ainda mais para a desagregação do poder central. Conhecida como Segundo Período Intermediário, esta fase conturbada da história egípcia prolongou-se até cerca de 1560 a.C.
Pirâmide de Quéfren
Grande Esfinge (A Esfinge de Gizé)

A defesa das fronteiras orientais sempre constituiu uma preocupação para os egípcios. E, quando a autoridade do faraó se enfraquecia, essa tarefa se tornava bastante difícil, facilitando as invasões.
No fim do século XVIII a.C., a expansão do império hitita na Ásia Menor provocou a fuga para o sul de semitas e outros povos. entre o mar e o deserto, esses grupos nômades deslocaram-se, então, em direção ao delta do Nilo, onde se infiltraram: primeiro de forma pacífica e, depois, militarmente, conquistando a região quando diminuíram a resistência e a vigilância dos egípcios. Estes chamaram os invasores de hicsos - isto é, ''chefes de países estrangeiros''-, dentre os quais, segundo se presume, se encontraria a tribo semita chefiada pelo patriarca Abraão.
Tais invasões parecem ter sido facilitadas pelo uso de armas de ferro, do cavalo e dos carros de guerra, que os egípcios talvez desconhecessem. Um fato, porém, é indiscutível: após o domínio imposto por esses povos, a história e a cultura egípcias deixaram de ser determinadas pelo ritmo relativamente tranquilo que apresentavam até então, com a alternação de períodos de desenvolvimento e estagnação. Terminava, assim, o longo isolamento, embora parcial, que caracterizara a civilização egípcia desde sua origem.
Impuseram-se, então, como classes, uma aristocracia guerreira e novas categorias de artesões, ao mesmo tempo que técnicas mais avançadas passaram a ser empregadas nos trabalhos em madeira, metais e couro e, também, na criação de rebanhos. Em meio às classes populares, desenvolveu-se um moderado sentimento nacionalista, progressivamente reforçado pelos acontecimentos históricos posteriores.
Os hicsos haviam feito de Avaris sua grande capital e la permaneceram até que as tropas de Anosismo líder da reconquista nacional, assediaram a cidade. Os invasores foram expulsos e obrigados a recuar até a Palestina meridional, e Amoris tornou-se. Então, o primeiro faraó da Décima Oitava Dinastia. Com ela, teve início um glorioso período da história egípcia - o chamado Novo Império, que deveria durar de 1580 a.C. até 1085 a.C.
Durante o Novo Império, o Egito transformou-se na maior potência do mundo antigo, estendendo sua política imperialista até a Ásia. Consolidadas e ampliadas as fronteiras meridionais, o faráo Tutmósis lançou-se à conquista da Núbia e das regiões do Oriente, chegando até o vale do Eufrates. Depois do pacífico reinado da rainha Hatshepsut, que sucedera a Tutmósis II, seu filho assumiu o poder como faráo Tutmósis III, em cujo governo a hegemonia egípcia atingiria o apogeu. Este soberano empenhou-se em várias campanhas militares além do Sinai, dominando as regiões da Palestina e da Síria e, assim, estendendo as fronteiras do Império até o vale do Oriente.
Ouro e tributo afluíam a Tebas em enormes quantidades, o comércio jamais conhecera tamanho desenvolvimento, e as obras de arte nunca haviam sido tão elegantes e refinadas. Tal esplendor seria mantido nos reinados dos faraós Amenófis II e III, responsáveis pela transformação de Tebas numa das mais belas e ricas cidades da época.
O culto a Amon havia se expandido tanto, ao longo da Décima Oitava Dinastia, que seus sacerdotes passaram a ser os verdadeiros artífices da política egípcia. Para refrear seu crescente poder, Amenófis IV, com a colaboração de alguns teólogos de Heliópolis, incentivou o surgimento de uma religião monoteísta baseada no culto a Aton, deus representado pelo disco e os raios solares. A divindade cultuada não era o sol enquanto astro, mas sim o seu calor e a sua luz, primeiras fontes da energia vital. Aton era considerado o onipotente senhor dos céus e dos homens, deus supremo e universal que podia ser adorado por todos os povos do Império egípcio, e também o criador de todas as coisas, um pai benevolente e bondoso para com todos os seus súditos, independentemente da posição social de cada um.
Ao assumir caráter universal, a religião egípcia adaptava-se à necessidade de uma entidade divina não nacional, contudo, a reforma religiosa que Amenófis IV tentou impor não conseguiu alcançar sucesso devido a inúmeros motivos de ordem política, talvez os mesmos que teriam provocado o fim da Décima Oitava Dinastia. Tutancâmon se tornaria célebre apenas pelos tesouros que foram encontrados na sua tumba.
Para garantir sua imortalidade, alguns faraós mandavam erguer gigantescas construções que lhes serviam de última moradia. Nelas era depositada a múmia do soberano, que acreditava estar, assim, desfrutando da mesma grandiosidade que havia conhecido em vida. A Quarta Dinastia foi a idade das grandes piramides. Dessa época, é o conjunto construído nos arredores de Gizé, do qual fazem parte as piramides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, e Monumental, esfinge esculpida num único bloco de calcario, com o corpo de leão e a cabeça do rei Qupefren.

Este torso é um fragmento de uma estátua de Ísis. A frontalidade da figura, a perna esquerda avançando lentamente, o branco pendendo duros, os seis redondos e a altura exagerada do estômago são feitos conforme a tradição artística egípcia, contudo, comparado este trabalho com um torso do período de Amarna, a influência da arte grega torna-se evidente. O tecido, amarrado sob os seios e caindo sobre o corpo entre as pernas, é representado com uma certa plasticidade que não é aparentemente no torso amarniano. Esta estátua não é, no entanto, produto de uma arte colonial, nem versão grega de um tradicional trabalho egípcio, ou cópia feita por algum com interesses arqueológicos. É produto de uma cultura indígena que se tornou cada vez mais helenizada, apesar do desejo de permanecer fiel à tradição egípcia.
Este fragmento é típico do estilo Amarniano, não tanto pela qualidade linear do trapeado, mas pelo estômago e quadris proeminentes. O primeiro motivo vem da aurora da arte egípcia, e durante a XVIII Dinastia encontrou larga expressão e numerosas modificações. O segundo mostra tentativa de projetar linhas horizontais e verticais numa terceira dimensão arredondado a superfície do relevo como se fosse parte do corpo de um vaso. Esta forma também caracteriza a iconografia faraônica, e sua origem tem sido procurada na suposta deformação física de Aquenaton. Poderia residir, no entanto, restritas, quase cilíndricas da arte egípcia, o resultado desta rebelião encontra uma analogia no ideal do nu gravido, que também caracterizou a arte europeia no fim do período gótico.
Sarcófago De Jedkhonsouioufankh (Djedkhonsouiouefankh)
Estatuas
Tríade de Miquerinos
A estatuária egípcia desenvolveu-se de modo especial a partir da Quarta Dinastia. As estátuas reais desse periodo , destinadas a substituir o corpo do faraó depois de sua morte, mostram sempre uma imagem um pouco idealizada do soberano, identificando-o ao deus a que estava ligado. De uma forma geral as figuras aparecem em pé ou sentadas: em grupos familiares, as vezes com crianças, em triades reais e divinas ou sob a forma de representações duplas do defunto em diferentes idades. Na chamada Tríade de Miquerinos, o faraó entronta-se entre Hatorm a deusa do ceu e uma figura feminina, que simboliza uma provincia do Egito.
O escriba sentado

Escriba Sentado
V dinastia (2563-2423 a.c)
Pedra calcária
altura :53 cm
Origem: Saqqara
Esta famosa estátua de um escriba desconhecido foi descoberta durante uma escavação desordenada em Saqqara, dirigida pelo egiptólogo francês Auguste Édouard Mariette. Em 1921, descobriu-se haver uma grande semelhança entre este escriba e a estatua sentada do monarca Kai, enviada ao Louvre depois da mesma escavação. Esta estátua é considerada uma das obras-primas da arte egípcia. Possui um realismo intenso, particularmente nos olhos atentos, onde estão incrustadas pedras polidas semipreciosas. Por outro lado, num contraste impressionante geométricas. A figura é rigidamente frontal, guardando algo dos quatro lados do bloco original no qual foi talhada. É como se os artistas houvessem pensado em termos de quanta atitude peculiar em relação ao cubo deixou seus traços em quase todas as esculturas egípcias, e torna-se evidente, por exemplo, nos planos retos das costas do escriba.
Cabeça Do Rei Dedefre (Djedefre)
IV Dinastia, século XXVII. A.c
Feita de Arenito vermelho: 28 cm
Proveniente de Aburoash
O retrato do Rei Dedefre (Ratoises, Jedefré ou Rajedefe), sendo tão realístico quanto as representações dos cortesãos do Antigo Reino, diferencia-se delas na sua modelagem suave e firme. A coroa real (nemsit) com o emblema da serpente (ureus) aparecendo sobre a faixa da fronte, concede uma qualidade cubista a a cabeça sugerindo módulos arquitetônicos.
Cabeça De Um Jovem (A Cabeça De Salt)
Cabeça de Um Jovem ( A Cabeça de Salt)
IV Dinastia ( 2723-2563 a.C) ou
período amarniano ( segundo quarto do século
XIV a.C)
Feita de pedra calcaria pintada
Originalmente estaca na coleção de Salt e por isso
conhecida como a Cabeça de Salt.
A chamada Cabeça de Salt, nome de seu anterior proprietário, tem referida a sua origem a períodos separados por quatorze séculos, o que é uma surpreendente diferença de opiniões, explicável somente no caso de uma arte como a dos egípcios. A imprecisão da data deve-se mais à independência da obra relativa ao código egípcio de estética. Com efeito, ela tem uma característica naturalista de apenas duas fases da arte egípcia, o Antigo Reino, com o seu relativo realismo, e a fase de Amarna, com tendência marcadamente realista. A Cabeça de Salt parece adaptar-se melhor ao segundo dos dois períodos, devido a sua aparência de máscara viva.
Reherka e Mersankh
V Dinastia
Feita em Pedra calcaria pintada
Altura: 53 cm
Um tipo característico de estátuas do Antigo Reino é o grupo de família, no qual as figuras foram concebidas como entidades separadas e justapostas. Há também o grupo falso no qual duas das estátuas representando a mesma pessoa são unidas. Assim, a imagem torna-se definitivamente um símbolo: não objetos ocupando o mesmo espaço, mas uma ideia é repetida duas vezes no mesmo contexto. O grupo Reherka e Mersankh, por outro lado, distingue-se por uma intenção mais explicita em representar a realidade.
O Faraó Taharka Oferecendo Dois Copos De Vinho Ao Deus Falcão Hemen
O Faraó Taharka Oferecendo Dois Copos De Vinho Ao Deus Falcão Hemen
XXV Dinastia Etiopica cerca de 689-682 a. C)
Feita de Xisto, madeira, bronze (a base é coberta de prata, o falcão é dourado.
Altura 20 cm, largura 10 cm e comprimento 26 cm.
Escultura de bronze do tipo que floresceu na Mesopotâmia, e apareceu posteriormente no Egito, de madeira mais acentuada do que em outros lugares do Oriente Próximo. Pequenos bronze tornaram-se comuns no Egito somente depois da XXII Dinastia, e apresentam frequentemente incrustações de metais preciosos ou decorações com folhas de ouro.
Cabeça Real
Cabeça Real
Fim da XVIII Dinastia
Ornamento em madeira colorida para o topo de uma harpa (anteriormente incrustada com pedras e metal nos olhos e sobrancelhas) altura de toda a peça 20 cm, dos quais 7 cm estavam nseridos no cabo do instrumento.
Proveniente de Tell el Amarna, Adquirido pelo Louvre em 1932.
Estátua do Chanceler Nakhut
Torso de Ísis Torso de Ísis
Esta cabeça de um jovem faraó revestida de duas camadas de fiança azul. Se for a de Tutancâmon, o que parece provável, será então um dos mais típicos trabalhos amarnianos de seu breve reinado. Especialmente característico é o desenho oblíquo dos enormes olhos amendoados que, como na arte do extremo oriente, é um traço mais estilístico do que racial.
Cabeça Real
Cabeça Real
Fim da XVIII Dinastia
Vidro Opaco em dois tons (anteriormente incrustado com pedras e metal):
Altura 93 cm
Esta cabeça de madeira decorava a parte superior de uma harpa. As características de estilo deste período estavam ligadas as reformas religiosas de Amenotep IV(Akhenáton). O termo expressionista tem sido frequentemente aplicado aos monumentos deste período devido a sua curiosa combinação de realismo com elementos lineares estilizados. Esta peça assemelha-se aos retratos oficiais do Faraó, cuja anormalidade física pode ter sido a base desta estilização experimental, típica do período Amarna. É o produto de uma arte refinada, com o seu delicado jogo interior de curvas suaves e grandes planos lisos exprimindo algo semelhantes decorações europeias do período Art Nouveau.
Estátua do Chanceler Nakhut
Estátua do Chanceler Nakhut
Médio Reino, XII Dinastia (1991-1786 a.C.)
Feito de Madeira Pintada (olhos incrustados)
altura 175 cm
Proveniente de Assiut
A Estátua de Nakhut é uma das mais notáveis peças de escultura em madeira preservadas do Médio Reino. Guarda traços da pintura original e está quase completamente coberta de tinta vermelha. A rígida frontalidade da figura segue a tradição da escultura do Antigo Reino. Em comparação com o estatuário de Mênfis, estatua demonstra uma síntese mais firme de volumes, evitando todo desvio desnecessário das puras formas geométricas. Assim, o oval da cabeça é acentuado pela sua lisura, e o nariz não tem narinas. Do mesmo modo, o longo manto com seu rígido avental forma uma pirâmide truncada e reflete um sentimento arquitetônico pela forma geométrica. Os braços pendem retos ao lado do corpo, se bem que o artista tenha injetado um certo naturalismo no gesto da mão direita, que puxa a vestimenta.
Período Ptolemaico (greco-alexandrino) 330-30 a.C
Escultura em diorita
Altura 55 cm
Torso Feminino
Torso Feminino
Fim da XVIII dinastia (1370-60 a.C.)
Feita de Quartzo vermelho
Altura: 30 cm
Provavelmente de Tell el Amarna
Cabeça Da Princesa
Cabeça Da Princesa
Fim da XVIII Dinastia
Feita em Pedra Calcaria
Altura 15 cm
Proveniente de Tell el O refinamento e a versatilidade do período Amarniano atingem sua inteira expressão neste fragmento encontrado em Tel-el-Amarna, datando do fim da revolução de Aquenaton. A assimetria da cabeleira postiça, aparentemente característica da moda de penteados para criança, faz contraste com a simetria e com a precisão geométrica da face. As maçãs do rosto parecem ter sido traçadas a compasso, e a linha dos cabelos forma o terceiro lado de um triangulo equilateral com lados curvos. A curva do queixo combina com a dos lábios, e o arqueamento das sobrancelhas repete a abertura das narinas. As, sim, o artista reafirmou, de maneira própria, os princípios egípcios de redução de traços humanos a uma fórmula estética.
Estatua da Rainha Hatshepsut
Busto de Nefertiti
Sarcófagos (Ataúdes)
Sarcófago De Jedkhonsouioufankh (Djedkhonsouiouefankh)
Sarcófago De Jedkhonsouioufankh (Djedkhonsouiouefankh)
XXVI Dinastia (cerca de 600-525 a.C.)
Cobertura de Múmia.
Feito de Madeira esculpida, estuque e policromia
Comprimento 160 cm aproximadamente
Nas múmias mais antigas, os traços do rosto eram reproduzidos sobre as bandagens que recobriam a cabeça. Mais tarde o próprio sarcófago recebeu a forma da múmia e foi pintado com traços humanos. Muitas vezes a múmia estava contida em múltiplos sarcófagos, todos com a forma do corpo e pintadas. Os sarcófagos antropomórficos de madeira são posteriores ao Novo Reino. A decoração pintada sempre teve caráter religioso, descrevendo a viagem da alma para a outra vida e as deidades que ela encontrara, assim como o julgamento ao qual terá de submeter-se. Os egípcios também escreviam vários exorcismo, e capítulos inteiros do Livro dos Mortos são dedicados aos sarcófagos. Ao lado de sua significação religiosa, eles constituem extraordinárias criações artísticas, com seu caráter antropomórfico abstraído e reduzido a uma elegante estilização.
Sarcófago de Smenkhra, rei da Décima Oitava Dinastia
A concepção de que a vida eterna não passava de um prolongamento da terrena fazia com que os egípcios zelassem pela conservação do corpo, preservado através da mumificação e sepultado em sarcófagos de metal ou madeira. As praticas religiosas eram, inicialmente privilegio dos faraós e sacerdotes: depois, foram estendidas aos nobres, e, mais tarde, até as classes populares. A sobrevivencia apos a morte tinha importancia fundamental, e a vida eterna sobreviria ao julgamento do morto, com base nas boas ações que praticara, de acordo com a sentença proferida pelo tribunal do deus supremo.
Templos
Templo de Kom OmboTemplo de Luxor
As crises internas e externas
Os soberanos da Décima, Nona e Vigésima Dinastia conseguiram manter o poderio egípcio praticamente inabalado, apesar das mudanças ocorridas no equilíbrio de forças do mundo antigo. O confronto com os hititas, que ampliavam suas áreas de influência e ameaçavam as fronteiras setentrionais do império, não teria, na realidade, nem vencedores e nem vencidos. Assim, um acordo de paz terminou sendo estabelecido, por volta do ano 1278 a.C., entre os hititas e o faraó Ramsés II.
Diante de outros inimigos, porém, não haveria acordo capaz de pôr fim a uma série de ameaças ao Egito. Líbios e núbios continuavam a ser temidos mais do que eles, os chamados povos do mar, grupos nômades e bastante numerosos provenientes do litoral mediterrâneo da Africa e Europa. Pressionados por sucessivas migrações internas, esses povos devastaram a Síria e a Palestina, avançando a seguir para a região do Delta. Com grande dificuldade, o faraó Merenptah conseguiu dispersar a primeira dessas investidas. E, na segunda, que teve lugar durante o reinado de Ramsés III, o último grande faraó da história egípcia, foi travada uma violenta batalha naval, talvez a mais antiga de que se tem notícia.
Os oito soberanos que seguiram, todos chamados Ramsés, reinaram por quase um século, até o fim da Vigésima Dinastia, que assinalou a cisão da unidade egípcia. No Delta, um sucessor legítimo de Ramsés XI instituiu a Vigésima Primeira Dinastia, mas em Tebas o clero de Amon rompeu todos os vínculos que o ligavam ao poder central e decretou um governo próprio, sob a chefia de um líder militar, o que levou ao rompimento da unidade do Império.
Esse Terceiro Período Intermediário (de 1085 a.C. a 715 a.C.) foi tão caótico quanto os anteriores. Governado pelos sacerdotes tebanos e os chefes militares, estes em sua grande maioria de origem estrangeira - núbios, líbios e semitas, O Egito sentiu em todos os setores de sua vida os reflexos da anarquia política. Em meados do século VIII a.C., seu território achava-se fragmentado entre vinte príncipes, quatro dos quais ostentavam o título de faraó.
Fracionado e desorganizado, o Egito, não podia oferecer resistência à pressão dos núbios, que, avançado do reino de Kush, acabaram por se estabelecer em seu território no ano 715 a.C. A conquista núbia deu início ao chamado Império Tardio, que se estendeu até 332 a.C. A conquista núbia deu início ao chamado Império Tardio, que se estendeu até 332 a.C. Nesta fase, o Egito passou a sofrer constante ameaça de uma das mais agressivas potências orientais- a Assíria. E, em 666 a.C., viu-se que irremediavelmente derrotado diante das forças de Assurbanípalm soberano assírio que chegou a se instalar em Tebas e transformar em seus vassalos os príncipes do Delta. Contudo, o domínio assírio foi breve, terminando poucos anos depois com a reunificação do Egito sob a liderança de Psamético I, príncipe de Sais, que fundou a Vigésima Sexta Dinastia.
A restauração do poder central favoreceu o surgimento da economia egípcia, dando início a um período de prosperidade conhecido como renascimento saíta. A serviço do faraó Necau sucessor de Psamético I, marinheiros fenícios completaram em três anos a circunavegação da Africa, para descobrir novas rotas comerciais. Ainda no reinado deste soberano, foi iniciada a construção de um canal unindo o Nilo ao Mar Vermelho. Necau tambem tentou retomar a política de expansão no Oriente Próximo, conseguindo anexar, embora por curto período a Palestina e Síria.
Os sucessos, porem, eram efêmeros, e o país vivia constantemente agitado, sendo obrigado a empregar as forças que lhe restavam para se manter livre da dominação estrangeira. Assim, sem grandes dificuldades, as tropas persas chefiadas por cambises derrotaram, em 525 a.C., o exército do faraó Amósis. O Egito viu-se, então, reduzido à condição de uma simples satrapia do Império Persa.
O desprezo pelas tradições religiosas e a exploração econômica marcaram o domínio persa que durou mais de um século. Mas os egípcios não se mantiveram sempre resignados, respondendo aos dominadores com frequentes revoltas. Em 404 a.C. conseguiram finalmente libertar-se, mantendo sua soberania até 341 a.C. Neste ano, chefiados por Artaxerxes III, os egípcios. Irremediavelmente derrotado, Nertanebu II, O último faráo independente, foi obrigado a abandonar o país. A nova conquista persa duraria apenas nove anos, já que, em 332 a.C., seria substituída, com Alexandre, o Grande, pela dominação macedônia, que se prolongaria até a conquista romana.
Os templos egípcios aparecem já no início do período histórico. No Médio Império, eles passaram a apresentar uma grande alameda pavimentada e ladeada por duas fileiras de esfinges, que conduzia a uma porta flanqueada por duas torres. A porta dava acesso a um pátio cercado de portões, ao qual se seguia uma ala sustentada por grandes colunas: dai se chegava a uma capela com vestíbulo e rodeada de compartilhamentos, onde eram guardados objetos precisos e trajes. Ao fundo, ficava o santuário com a estátua do deus. Os templos mais famosos encontram-se em Carnac e Luxor. O de Âmon em Carnac foi iniciado no decorrer da Décima Segunda Dinastia, e ampliado pelos faraós da Décima Oitava. A sua entrada ficava na alameda dos carneiros, que eram animais sagrados.
Templo de HatshepsutAldeia Egipcia no Oasis de Siwa
Abul-Simbel
No longo reinado de 66 anos do faraó Ramsés II, a politica exterior do Egito voltou-se para Síria e a Palestina, Casado com uma princesa hitita, o soberano transferiu a capital de Tebas para Pi-Ramses (ou Tânis), no local da antiga Avaris. Entre os construtores da cidade são citados os filhos de Israel, o que le permite identificar Ramsés II como o faraó do Exodo. Nessa época, o Egito teve intensa atividade artistica, como demonstravam os numerosos monumentosa em Abu Simbel, Tebas e Abidos. na fachada do templo de Abu Simbel, foram esculpidas na rocha quatro estatuas colossais do faraó. Sua planta foi feita de modod que o sol iluminasse o amplo salão interno. Em 1964, o templo foi desmontado pedra por pedra e reconstruido em lugar mais alto, a fim de não ser inundado pelas aguas da represa de Assuã.
No verão, o Nilo enchia e inundava as terras do seu vale, baixando no outro e nelas deixando a umidade e o limo que as fertilizavam. Os campos eram, então, preparados para semeadura, o que se fazia com o emprego de rusticos arados ou simplesmente, com o pisoteio dos animais. As colheitas costumavam ser tão abundantes que muitos historiadores da antiguidade especialmente Heródoto chegaram a idealizar as condições de trabalho dos camponeses egipcios, julgando-as extremamente faceis.Na realidade, porem a tarefa de cultivar a terra era das mais arduas: alem de arar e semear os campos, os camponeses tinham de constuir diques, abrir canais de irrigação e cuidar da conservação dessas obras, para que as aguas do Nilo não se perdessem nas areias do deserto ou deixassem de atingir as plantações. A irriagação dos campos mais elevados, por sua vez, exigia o bombeamento da agua, feito com tecnicas bastante primitivas, E, na epoca das colheitas, tornava-se necessaria uma numerosa mão de obra, repartida por turmas de camponeses que se deslocavam ao longo de todo o vale do Nilo, em direção ao norte, acompanhando o ritmo de maturação das safras.
Feito na Parede
Capela funeraria de Tutmósis ( representado fazendo oferendas a Amon-Rá)
A vida econômica
Desde sua origens, aconomia do Egito Antigo sempre foi basicamente agrícola, tendo se expandido de forma extraordinaria com a reunião doi reinos do Alto e Baixo Egito em um unico Estado. Mas, ao mesmo tempo que permitiu um melhor aproveitamento do Nilo para a agricultura, a unificação consolidou a posição do faraó como senhor absoluto das terrras e daqueles que as cultivavam. Na realidade, os camponeses
Jovem com Lótus
Jovem com Lótus
V Dinastia
Feito em Pedra calcaria pintada
127 cm
Esta representação de uma jovem cheirando uma flor exemplifica a técnica do trabalho em relevo por incisões, muito comum na arte egípcia. Ao invés de se sobrepor ao fundo, o corpo recebe a dimensão de profundidade somente pela incisão de seu contorno. Isto dá à figura uma qualidade abstrata semelhante ao efeito conseguido pela moderna fotografia solar e acentua as linhas do contorno.
Ieneminet e a sua esposa Takha
Ieneminet e a sua esposa Takha
Fim da XVII Dinastia,
Detalhe de um relevo funerário
Feito em Pedra calcaria: 55 x 65 cm.
O baixo-relevo funerário de Amenemés, datável por volta do período do Amarniano, é um exemplo típico da escola tebana no Novo Reino. As convenções estilísticas pertencem claramente ao código desenvolvido no Antigo e Médio Reinos, mas, no entanto estão confinadas aqui por uma disciplina que não existia anteriormente. A originalidade do trabalho encontra-se nos sutis variações da tradicional composição rítmica e do desenho.
Preparativos Para Um Banquete
Preparativos Para Um Banquete
V Dinastia
Detalhes de relevos da capela funerária do Mastaba de Akhunthotep.
Pedra calcária pintada
Altura: 35 cm
O detalhe ilustrado aqui vem de uma série de relevos que decoravam as paredes da capela funerária da mastaba de Arkhuthotep. Cenas de banquetes como esta eram costumeiras na arte funerária egípcia, e serviam para projetar os prazeres terrenos numa vida posterior a morte. As inscrições na parte superior ainda mostram traços que serviram para guiar o aumento de um desenho menor da cena do banquete. Ambas as possibilidades demonstram o academismo da arte faraônica, que, mais do que em qualquer outra, vinculou os artistas as tradições estabelecidas pelo passado. No Entanto, arte egípcia não era estática. Um exame mais próximo deste relevo comparado com o de Amenemés é instrutivo. Dois Açougueiros agarram a perna de um boi e um deles a corta com uma grande faca. Seus torsos são mostrados de perfil dos ombros baixos, enquanto o torso de Amenemés é mostrado frontalmente: ao mesmo tempo, as pernas e cabeças de todos os três estão de perfil.
Ostraco: Cabeça De Um Raméssida Com Os Atributos de Osíris.
Ostraco: Cabeça De Um Raméssida Com Os Atributos de Osíris.
XX Dinastia (1200-1085 a.C.)
Croqui em vermelho e preto para um decoração mural,
Feito em Pedra calcária
Altura 21 cm
O termo grego ''ostrana'' (que significa fragmento ou concha) é usado para designar fragmentos nos quais os artistas egípcios faziam os esboço de seus desenhos, e foram encontrados em grande número. Em geral, estes esboços são meramente contornos, simulares aos desenhados nas paredes que precedem a execução de relevos em pedra. O desenho ilustrado aqui demonstra o característico maneirismo gráfico da XIX Dinastia, cuja origem pode ser ligada ao necessaríssimo da arte de Amarna. O nariz tem característico perfil curvo e o olho pé reduzido a uma elegante motivo ornamental. Não é mais esquemático, mas insinua um perfil mais naturalista.
O Cantor De Ámon, Zedkhonsuaufankh, Toca Harpa Diante Do Deus Harmakhis
O Cantor De Ámon, Zedkhonsuaufankh, Toca Harpa Diante Do Deus Harmakhis
XX Dinastia (1200-1085 a.C.)
Croqui em vermelho e preto para uma decoração mural.
Feito em Pedra calcaria
Altura 21 cm
O cantor, ajoelhado diante da figura sentada do deus, toca uma harpa decorada com a cabeça real, O rosto do homem é pintado na madeira expressionista do período Amarna, tanto no jogo de curvas e planos como no aspecto realístico da boca aberta, sustentando branco, com áreas de vermelho e laranja, verde-escuro amarelo, mas a pintura é fluida e fácil, de maneira que os contornos e os corpos que definem misturam-se num todo.Peças de sepultamento
Familia em cerâmica pintada (Quinta Dinastia).
Camponeses trabalhando em um celeriro, enquanto o escriba anota as aquantidades.
Duas Mulheres e um homem carregando cestos
A vida cotidiana em pequenas obras de arte
A arte do Egito Antigo tem sua expressão máxima em obras monumentais e de caráter religioso, com as piramides e as pinturas que recobrem as paredes dos túmulos e templos. Mas, a estes magníficos exemplos do alto nível artístico alcançado pelos antigos egípcios, somam-se pequenos trabalhos artesanais que, por traduzirem hábitos, costumes e aspectos da vida cotidiana, foram de grande importância para a reconstituição histórica da civilização egípcia. Elaborados fora do contexto religioso do Estado, estes trabalhos eram de concepção bastante livre, não obedecendo aos rígidos padrões a que estava submetida a arte monumental dos faraós.
Durante o antigo Império, a argila e os metais foram as matérias-primas básicas utilizadas na feitura das peças de artesanato, que compreendiam desde utensílios domésticos até estatuetas e delicados trabalhos de ourivesaria. No Médio Império, porém, a madeira passou a ser empregada em larga escala na confecção de todo tipo de manufaturas. E foi neste período que se desenvolveu um gênero de estatuaria de cunho nitidamente artesanal. Esculpidas em madeira e pintadas com cores vivas, estas figuras aparecem reunidas em grupos onde são retratadas cenas da vida diária dos antigos egípcios.
Pela profusão de personagens e detalhes, tais conjuntos- descobertos em sua maior parte nas tumbas dos faraós e nobres tebanos - são testemunhos fieis de um modo de vida desaparecido ha milhares de anos. Pela profusão de personagens e detalhes, tais conjuntos - descobertos em sua maior parte nas tumbas dos faraós e nobres tebanos - são testemunhos fiéis de um modo de vida desaparecido há milhares de anos. Na realidade, tem um valor muito mais documental do que propriamente artístico, já que muitos deles são trabalhos nem sempre perfeitamente realizados do ponto de vista estético. Estas miniaturas eram colocadas nas câmaras mortuárias como símbolos de uma vida que se prolongaria pela eternidade e dos serviços que nela deveriam ser prestados àquele que morrera. Ao reproduzirem o dia a dia de toda uma sociedade, os artesoes do Egito Antigo conseguiram realizar algo que tão importante quanto os grandes artistas da época: fazer com que, das profundezas do mundo dos mortos, pudesse ser trazido a luz o mundo dos vivos, singelamente perpetuando em argila e madeira.
Esfinges
Esfinge De Tânis
Esfinge De Tânis
Médio Reino
Feito em Granito Vermelho
Altura 206 cm
Comprimento 480 cm
Os reis hicsos Apopi, Menepta (filho de Ramsés II) E Seshonk I (XXII Dinastia) usurparam por turnos a colossal esfinge de Tânis que data do reino Médio, assim como outros exemplares da mesma era. Apesar de antiga como esta representação em pedra, a iconografia da esfinge é ainda anterior.
Pertences Egípcios
Colares
Colar do Faraó Pinedjem
Colar do Faraó Pinedjem
Fim do Novo Reino, Tebas, XXI Dinastia cerca de 1030 a.C.
Colar com pendentes em forma de flores e peça central retangular.
Feita de ouro, prata e lápis-lazúli,
Comprimento do colar aberto 50 cm
Os artistas egípcios gostavam de fazer desenhos ornamentais por prazer, e, em consequência disso, encontraram nas joias uma maneira de expressão muito satisfatória. As joias do Novo Reino, que incluem o famoso tesouro de Tutancâmon, distinguem-se pelo seu refinamento, precisão técnica e cuidadosa justaposição de esmalte, pedras preciosas e ouro. O Colar de Pinedjem demostra o alto grau de artesanato nos elos requintadamente finos da tríplice corrente, os elegantes pendentes e a placa decorada com um escaravelho-sagrado coroado pelo disco solar.
Taça com Bustos Femininos
Leão, XXX Dinastia
Estátua de Ptolomeu II
Arte Islâmica.
Taça com Bustos Femininos.
Século X-XI
Diâmetro 20 cm.
Faiança com decoração em verniz, encontrada no Egito.
A taça é decorada num estilo de calmo refinamento. As figuras marrom-claras destacam-se contra o fundo opalino, no demais bastante vazio de ornamentos. As duas figuras têm a forma de meia-lua e possuem característica quase fantástica que deveria aumentar ao serem vistas através de líquidos transparentes.
Estátua de Antínoo-Osíris
Ísis-Sótis-Deméter
Fontes:
Livro: Enciclopédia Dos Museus 1967- Arnoldo Mondadori Editore
https://pt.wikipedia.org/wiki/Museus_Vaticanos#/media/Ficheiro:Museo_Gregoriano_025.jpg






















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