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sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Pérsia e Bizãncio

 Pérsia, Egito Cristão e Bizãncio

Arte Bizantina em Roma
Arte Bizantina em Roma
A História de Jonas (III-IV Século)
Diâmetro 105 cm. Incisão de esfera de ouro entre duas de vidro. Sua forma circular e côncava mostra que pertenceu originalmente a uma taça, usada para fins rituais. 
Proveniente de um cemitério em Roma. A inscrição em grego. "Zesis", é encontrada frequentemente em objetos de vidro desse tipo.
Segundo a Bíblia, jonas foi arremessado ao mar para acalmar a tempestade que Deus levantara contra ele, a seguir foi engolido por um monstro marinho, em cujo estômago permaneceu três dias antes de ser vomitado numa praia. Consoante a interpretação dos primeiros cristãos, esta história prefigurou a morte e a ressurreição de Cristo, em particular, e de todos os cristãos, em geral. A representação bizantina neste desenho em folha de ouro, num fragmento de uma taça ritual, é cercada por moldura estilizada que simboliza uma grande vaga (conforme a convenção similar para decoração do interior de potes). No interior, num navio romano com grande vela redonda aparece na zona superior; embaixo está no com grande vela redonda aparece na zona superior; embaixo está representada a cena do enorme peixe engolindo o profeta, com a curvatura de seu corpo imitando a da quilha e dando enfase a curvatura da taça.
Cabeça de Cavalo
Arte Sassânida
Cabeça de Cavalo (entre o IV e V Século)
Relevo e prata gravada, banhada em mercurio, 14x20 cm.
Fragmento de Kirman.
A Cabeça de Cavalo de prata é característica da arte do III ao IV século - o interesse em motivos animais, a vivacidade e a vitalidade de sua execução, um prazer quase caligráfico no desenho geométrico e o gosto por arreios cobertos de ornamentos de origem oriental, uma certa influência grega, ou ocidental, transparece também na corporalidade da cabeça do cavalo.

Cena de Caça
Arte Bizatina
Cena de Caça (V-VI Século)
Pequena placa retangular, bronze banhado com inscrições de prata trabalhada, 18 X15 cm.
Cs buracos nos cantos e os sinais de moldura mostram que foi originalmente um ornamento, provavelmente em alguma peça do mobiliário.
Enquanto o tema e a técnica desta placa bizantina são comuns, ela tem frescor especial, particularmente na atenção dada aos detalhes de sua viva composição tricolor. Três caçadores, dois montados e um a pé, todos armados com lanças, perseguem diversos animais selvagens. Um leão, no centro da composição, ataca um cavaleiro. O caçador o enfrenta com a coragem impetuosa dos heróis pintados nos relevos dos sarcófagos helenos. O movimento da composição segue uma estrutura ideal em forma de sigma, e a representação é caracterizada pelo sentido agudo do artista no jogo de luzes, como se vê pelo uso que faz do ouro e da prata.

Dafne
Arte Cóptica 
Dafne (V-VI Século)
Relevo em marmore, 26x21 cm
Fragmento de Sheh Abahd. A figura parece ter tido originalmente uma fita em sua cabeça. As mãos seguram as pontas de fitas: os braços estavam abertos
A identificação desta figura como Dafne é sugerida pelas folhas que ornam seu busto. O monumento faz parte de um grupo de esculturas cópticas encontradas em centros distantes de Alexandria e caracterizados por traços de influência da Índia, Síria, Pérsia e Armênia - isto é, as culturas geralmente consideradas como contribuintes à formação da arte cóptica. Embora este relevo tenha ligações evidentes com a arte ocidental, a atitude do artista foi basicamente anticlássica. A figura está inscrita num pentágono cujos eixos controlam a localização e os detalhes do corpo da mulher. O relevo provavelmente estava localizado mais alto do que o observador, sendo que o centro ideal da composição é a face, impressionante por sua serenidade e suavidade.

Arte Coptica. Deusa do Mar e Jogos Nauticos
Arte Coptica. 
Seculo V.
Painel têxtil
30 cm de largura.
Da coleção von Cledat
Deusa do Mar e Jogos Nauticos
Arte Coptica. Deusa do Mar e Jogos Nauticos
No centro da tapeçaria aparece uma deusa do mar (Vênus?), cercada por um motivo de vagas mostradas em perspectiva, sugerindo o movimento do mar. A sua cabeça está diante de um nimbo, e coroada por um diadema. Fora do medalhão central, quatro nereidas estão representadas brincando no mar, acompanhadas de leões-marinhos e peixes. Tanto a composição como as cores relacionam-se com a elegância monumental dos pisos de mosaicos. Os temas clássicos, transmitidos por Alexandria e frequentemente na arte plástica, são reinterpretados com viva imaginação. 

Dionisio, com motivos do culto de Isis
Arte Cóptica 
Dionisio, com motivos do culto de Isis
Sêculo VI
Tecido bordado
lã em linho, provavelmente de Antinoe
58x 55 cm
Um gigantesco Dionísio aparece, ele está olhando quase casualmente um ritual dos mistérios de Ísis, como o símbolo da lua parece indicar. Tanto o caráter episódico do desenho, de difícil explicação por si só, quanto a assimetria da representação, sugerem que este é apenas parte de uma composição mais complexa.

Retrato de uma Jovem
Arte Cóptica 
Retrato de uma Jovem
Segunda metade do Século III
Fragmento de um lençol pintando em encaustica.
Proveniente das escavações de Gayel
216x91 cm.
Uma jovem está representada em seu caixão. Na sua mão esquerda, segura um símbolo de Ísis, que se tornou um emblema cristão, e reaparece perto de seus pés. Sua mão direita está erguida num gesto de despedida. O realismo da cabeça lembra o das famosas séries Faium. Aqui, no entanto, a expressão facial se distingue por sua maior compostura e igual resignação. O resto do corpo é tão estilizado como uma múmia. Esta mortalha devia cobri-lo tanto os lados do cadáver como a parte superior, e o artista modificou a decoração de acordo. O corpo é visto de cima, enquanto os lados são apresentados em forma plana.

Triptico de Harbaville

Arte Bizantina
Triptico de Harbaville (Século X)
Pequeno altar portatil, em marfim.
Painel central: 24x14 cm: laterais: 21x7 cm.
O nome se refere à coleção à qual pertenceu, em Arras, antes de vir para o Louvre.
    O Tríptico da Harbaville é um ícone portátil miniatura. O painel central é dividido em dois quadros superpostos por um ornamento, repetido com a adição de rosetas na extremidade inferior e de três pequenas cabeças no alto. No centro do quadro superior, vemos Cristo sentado num trono de marfim, ladeado pela Virgem e por São João, de pé, em atitude de veneração. Acima, de ambos os lados da cabeça de Cristo, está um par de medalhões, através dos quais olham anjos que seguram os símbolos do sol e da lua, típicos da iconografia imperial. No quadro inferior estão cinco apóstolos, vestidos com togas clássicas. As asas da esquerda e da direita são perfeitamente simétricas, com quatro guerreiros nos dois quadros superiores, e oito santos embaixo, quatro em medalhões e quatro de corpo inteiro vestindo a roupa dos dignitários civis. O tríptico exemplifica a retomada da antiga arte da escultura em marfim.

A Benção de Cristo
Arte Síria
A Benção de Cristo 
Século V-VI
Relêvo em prata, parcialmente dourado
Diâmentro 15 cm
Elemento superior de uma cruz
Este medalhão de prata mostra o Cristo Pantocrator sem barba, e segue a tradição síria, segundo a qual o livro deveria ter inscrita a frase Ego sum lux mundi. qui sequitur me non ambulant in tenebris (Eu sou a luz do mundo. aqueles que me seguem não andam nas trevas). A molbura de pérolas provavelmente representa nuvens estilizadas, das quais Cristo emerge vestindo uma toga. Esse tipo tornou-se canonico durante séculos, expressão geométrica de severidade e majestade. O único elemento em movimento é a mão de Cristo, curvada em gesto estilizado de bênção.

Capa de um livro do Evangelho
Arte Otoniana
Capa de um livro do Evangelho. 
Cerca do século IX
Revelo de ouro, decorado com incrustações de vidro, pedras, esmalte, filigranas e camafeus.
 40x33 cm
Proveniente da Abadia de Saint Denis, foi talvez um presente de Beatrix, filha de Hugo Capeto. A inscrição restaurada e danificada, junto a borda externa, diz Beatrix me in onere Dei omnipotentis et omnium sanctorum eius fieri precepi.
Traduzido para português (Beatrix ordenou que eu ficasse encarregado de Deus Todo-Poderoso e de todos os seus santos.)
As origens de objetos suntuosos deste tipo, com suas técnicas mistas, são difíceis de determinar. Esta capa de um livro do evangelho tem sido altamente atribuída a uma oficina bizantina da Escola Macedônica e a estúdios otonianos. No painel central, o tema da crucificação é descrito com a Virgem e São João em ambos os lados da cruz, acima dos quais aparecem os símbolos da lua e do Sol. Este tema central é enquadrado por planos recuados em perspectiva, cercados por uma larga faixa de ornamentação, que incluem os símbolos dos evangelistas com seus nomes em cada canto.

Transfiguração
Arte Bizantina.
Transfiguração
Século XII
Mosaico de pedras e pasta de vidro sobre fundo de cera.
52x36 cm
Pode ser do século XII, mas com restaurações posteriores.
A rigida iconografia da Transfiguração, da época dálmata carolíngia até Rafael, pede que a representação seja organizada conforme as coordenadas axiais da miraculosa apararição. Neste mosaico em miniatura, a estilização dos detalhes acessórios paisagem. Roupas, gestos, o rígido simbolismo das auréolas e raios - quando em fusão com o realismo das expressões faciais, aumentam o sentido emocional e colocam a obra entre os protótipos ideais para a pintura do século XIV, de Cimabue. O ícone, feito para uso doméstico, veio provavelmente de Constantinopla.

Juízo Final.
Arte Russa.
Juízo Final. 
Século XVII
Detalhe. Tempera e óleo sobre madeira.
O painel inteiro mede 170x145 cm.
É, provavelmente de Moscou.
Este detalhe é parte de um grande painel representado pelo Juízo Final, o paraíso, o inferno, os combatentes e a Igreja triunfante, todos conforme a iconografia medieval bizantina.
Mostra um anjo empurrando para o lado o firmamento com o símbolo do Sol, acompanhado pela hoste de anjos. Ladeado pelo símbolo do Espírito Santo, vemos Deus Pai sentado no trono, chamando o filho para sentar-se ao seu lado. Abaixo, Cristo está sentado em seu trono em julgamento, cercado pelos tetramorfos e ladeado por Maria e pelo Precursor João Batista, que lhe apresentam Adão e Eva de joelhos. A pintura, guardadando a rígida liturgia ortodoxa, é um exemplo típico da arte religiosa conservadora na iconografia, tanto quanto nos seus cinco séculos de estilo bizantino.





Fontes:

Livro: Enciclopédia Dos Museus 1967- Arnoldo Mondadori Editore

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